
Mancada
A jornalista estagiária saiu pra brincar em Aquiraz esta manhã. Surpresa boa receber uma matéria policial da mão da editora, mas não posso negar o frio na barriga. Quando cheguei ao fórum, três equipes de televisão já estavam lá. Eu nunca tinha coberto uma coletiva, então não entendo muito bem como funciona. Imaginei com meus botões que as perguntas vêm em enxurrada, e a gente vai se defendendo com pode, por isso fui nesse espírito.
Uma moça da Globo, meio abusadinha, deu um corta em mim logo de proa. Ela estava se preparando pra gravar a sonora quando eu cheguei conversando com o promotor. Sorri e continuei fazendo minhas perguntas, mas fiquei alerta, né? Não queria ser passada pra trás.
Foi aí que me precipitei. Quando a abusadinha acabou e foi embora sentei na cadeira dela e comecei meu interrogatório. Um rapaz com sotaque carioca estava no canto da sala e tinha chegado antes de mim. Passei na frente dele na maior, e ele nem disse nada. Tomei a cadeira da mão do cinegrafista e me sentei. Depois fiquei com a cena martelando na cabeça o dia inteiro.
Pena eu não ter pedido desculpas ao cara. Falando assim percebo que não dá pra ver nada de demais, mas a situação realmente foi chata. Na tentativa de me defender desses repórteres leões de chácara, mal educados e desrespeitosos, virei uma igual naquela hora. Fiquei chateada.
A ele não pedi desculpas, mas fica aqui o relato. Quem sabe serve de dica.
Filed under: Jornalismo UFC